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Noticias > Aduana apreende cargas da China

IB Freight - 21/05/2016

A Alfandega do Porto de Santos anunciou ontem a apreensão de mais de 1,5 milhão de produtos falsificados no Porto de Santos. As mercadorias, com valor estimado em mais de R$30 milhões, vieram da China e seriam distribuídas nos comércios populares de São Paulo, como o da Rua 25 de Março, na região central da Capital.

Os materiais estavam acondicionados em 13 conteineres e foram encontrados durante a Operação Seascape, realizada pela Organização Mundial das Aduanas (OMA) em vários países da América do Sul e Caribe, entre os dias 11 e 29 de abril. De acordo com a Alfandega de Santos, essa é a maior apreensão realizada este ano na região.

Para localizar produtos irregulares, a Aduana conta com uma divisão de vigilância e controle e faz análise de risco em tudo o que chega ao Porto. “(A divião) verifica para onde a carga vai, de onde veio, quem é o importador. A partir daí, selecionamos os nossos alvoz”, explica o inspetor-chefe da Alfandega, Cleiton Alves dos Santos João Simões. Foi desta forma que o órgão federal chegou aos produtos localizados no mês passado.

Entre os artigos, estavam peças de roupas, material esportivo, óculos de sol, armações para óculos, escovas de dentes, carregadores, cabos, bolsas e carteiras femininas, produtos para festas, relógios, camisas de times de futebol, filtros de óleo, rolamentos, chaveiros e calçados.

 

QUALIDADE DUVIDOSA

Em sua maioria, os produtos são peças frágeis, sem qualidade, como óculos que soltam as lentes e hastes ao serem manuseados. Outros chegam a enganar o consumidor, como relógios bem parecidos com os originais e que vêm em embalagem de luxo. Mas, em alguns deles, ao se abrir o equipamento, ele está vazio, sem o maquinário.

Em certas peças, os falsificadores se dão trabalho de imprimir o certificado de garantia, com número de série. Mas todos os documentos trazem o mesmo número, comprovando a origem criminosa.

Depois de fazer o levantamento de todos os produtos, agora a Aduana vai concluir a representação penal, que será encaminhada ao Ministério Público Federal para que os responsáveis respondam pelo crime na Justiça. O órgão não informou o nome das importadoras que estão envolvidas na vinda dos produtos falsificados da China, afirmando apenas que são várias as empresas nacionais.

 

Fonte: A Tribuna