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IB Freight - 09/06/2016

Mas alerta para a falta de contêineres no País, devido à queda nas importações

 

Com a expectativa de novos acordos que favoreçam as trocas comerciais e diante dos resultados obtidos no primeiro trimestre do ano, a Maersk Line, líder mundial no transporte marítimo de contêineres, segue otimista e espera um melhor desempenho das exportações e importações brasileiras neste ano. No entanto, a diferença entre embarques e desembarques revela o problema da falta de contêineres para o transporte de mercadorias no País.

“O setor automotivo deve ser um dos destaques positivos nesse segundo trimestre. Mesmo que esse leve reaquecimento não signifique, necessariamente, uma melhora no cenário, é fato que, nos últimos meses, o índice de importação caiu para um nível muito abaixo das mínimas históricas, o que abre espaço para a recuperação também”, destacou o diretor superintendente da Maersk Line no Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, Antonio Dominguez.

Para o executivo, o segredo para impulsionar as trocas comerciais brasileiras passa por duas ações principais. A primeira é a realização de novos acordos comerciais para aumentar a competitividade do País. Esta é a expectativa do mercado para a gestão do presidente interino Michel Temer (PMDB).

O fortalecimento da infraestrutura nacional é outro ponto lembrado pelo executivo. Neste contexto, além das obras de dragagem do Porto de Santos, é destacada a necessidade de intervenções em rodovias e ferrovias para a melhoria dos acessos aos complexos portuários.

Nos três primeiros meses do ano, as importações brasileiras registraram queda de 31%, enquanto as exportações cresceram 16%. No entanto, segundo o executivo, o crescimento dos embarques está sendo limitado pela falta de espaço nos navios da armadora.

Dominguez explica que o problema vem sendo bastante sentido pelos produtores de grãos. Isto porque cargas como açúcar, soja e algodão perderam oferta de espaço nas embarcações por conta da falta de contêineres disponíveis, causada pela queda acentuada das importações. “O preço do frete das exportações melhorou, mas continua baixo e ainda não cobre o custo de se trazer mais navios para o Brasil, pelo menos enquanto as importações continuam em declínio”, destacou.

 

PRODUTOS

Nos embarques, a performance positiva verificada no primeiro trimestre foi puxada pelos produtos refrigerados, que tiveram aumento de 15% nas operações. As exportações de carne bovina cresceram 19% para a Ásia e 26% para as demais regiões avaliadas, que incluem a Europa, o Oriente Médio e a África.

“A Ásia tomou a dianteira como o destino da carga refrigerada brasileira. Sozinha, a região foi responsável por um crescimento acima da média e reverteu um fluxo que até então tinha como base a Europa”, destacou Dominguez.

A condição favorável também refletiu nos volumes de exportação de outros tipos de carne. Embarques de frango, porco e peixes crescera, respectivamente, 12%, 67% e 20%.

Já entre os desembarques, as importações com origem na Ásia caíram 43%. Já com relação às cargas embarcadas na Europa, a redução foi de 38%, segundo a armadora.

 

Fonte: A Tribuna